15 de janeiro de 2026

Arelean Brown - Sings the Blues in the Loop (1977) 2025


 

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spotify / via: plazerna

Arelean Brown: O Grito Bluesy que Chicago Esqueceu – Até Agora!
"Sings the Blues in the Loop", álbum de 1977 da icônica Arelean Brown, ganha vida nova em 2025 com uma remasterização impecável pela Red Lightnin', lançada pela primeira vez em CD. Nascida no Mississippi em 1924 e falecida em Chicago em 1981, Brown trouxe o delta blues para as ruas urbanas, misturando funk cru e soul visceral em um som feroz e autêntico.
Estilo: puro Chicago blues dos anos 70: guitarras afiadas, ritmos pulsantes e a voz poderosa de Brown, que alterna entre ternura e fúria. Destaques incluem "I'm a Streaker Baby", com sua energia irreverente e groove funky; "Chicken Man", um stomp hilário e contagiante; e baladas como "I Love My Man" e "I'm So Blue", que cavam fundo na alma. 
Banda: The Outhouse Band, com sua seção rítmica implacável, eleva tudo a um nível de clube enfumaçado.
Curiosidade: Gravado no obscuro selo Black Magic, o disco captura Brown no auge, inspirado por noites no South Side – um "loop" mental de grit e groove. Outro detalhe fascinante: Brown gravou hits para a lendária Bea & Baby Records, de Narvel “Cadillac Baby” Eatmon, um pilar do blues pós-guerra que deu voz a talentos marginais.

Raspberries - Pop Art Live (2017)

 

A5. Overnight Sensation (Hit Record) 
B3. Ecstasy 
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Reunião Eletrizante: Pop Art Live, o Triunfo Ao Vivo dos Raspberries!
Lançado em 2017 pela Omnivore Recordings, Pop Art Live captura o som cru e efervescente da banda Raspberries em sua reunião histórica de 2004, misturando rock melódico com harmonias beatleianas e energia garage. Influenciados por Beatles, Badfinger e Beach Boys, o álbum duplo traz 28 faixas ao vivo, destacando hits como "Overnight Sensation", "I Wanna Be With You" e "Let's Go All the Way", além de covers impecáveis de "Ticket to Ride" (Beatles) e "I Can't Explain" (The Who), com vocais coletivos e guitarras afiadas que soam mais afiadas que na era de ouro.
Os integrantes originaisEric Carmen (vocais), Wally Bryson (guitarra), David Smalley (baixo) e Jim Bonfanti (bateria) – entregam uma performance impecável, cheia de harmonias celestiais e anedotas entre músicas, provando que a química nunca se perdeu.
Curiosidade: Gravado no House of Blues em Cleveland, o show foi capturado em uma única noite mágica, sem overdubs, preservando a autenticidade crua da apresentação.
Detalhe: Essa reunião improvável, após três décadas de hiato, marcou o renascimento do power pop nos anos 2000, inspirando bandas como The Posies e conectando gerações de fãs ao underground dos anos 70.

14 de janeiro de 2026

The Nude Party - The Nude Party 2018

 

1. Water On Mars (3:29)
2. Feels Alright (3:57)
3. Chevrolet Van (4:18)
4. Paper Trail (Money) (3:56)
5. War Is Coming (3:11)
6. Records (3:31)
7. Live Like Me (3:43)
8. Gringo Che (3:46)
9. Wild Coyote (4:04)
10. Astral Man (5:34)
11. Charlie's Sheep (4:02)
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spotify / via: rockafu



O Debut Selvagem de The Nude Party!
Lançado em 2018 pela New West Records, The Nude Party é uma explosão de garage rock revival com toques de indie rock, neo-psicodelia e cosmic country, evocando o espírito barulhento do frat rock dos anos 60. Misturando riffs energéticos, melodias viciantes e uma vibe retrô, o álbum captura a essência de uma banda formada em dormitórios universitários da Carolina do Norte.
Destaques: "Chevrolet Van", com seu groove irresistível; "Astral Man", uma viagem cósmica de mais de cinco minutos; e "Wild Coyote", cheia de harmonias selvagens. O sexteto – Patton Magee e Shaun Couture (guitarras e vocais), Alec Castillo (baixo), Don Merrill (órgão e piano), Austin Brose (percussão) e Connor Mikita (bateria) – brilha com vocais coletivos e uma química orgânica. 
Participações especiais: John "Catfish" DeLorme no pedal steel e Andy Animal em palmas, adicionando camadas únicas de textura sonora.
Curiosidade: Produzido por Oakley Munson (Black Lips), o disco foi gravado após a banda se mudar para Catskills, NY, capturando a energia bruta de anos de shows locais.
Detalhe: Surgida de amigos de infância que aprenderam instrumentos após formar a banda, The Nude Party ganhou o nome de apresentações nuas em festas universitárias, marcando a efervescência do underground americano nos anos 2010.

Neil Young - Time Fades Away (1973)

 

4. L.A.
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O Tempo Desvanece: A Explosão Crua de Neil Young ao Vivo!
Lançado em 1973, Time Fades Away é o primeiro álbum ao vivo de Neil Young, capturando uma energia raw de rock e folk-rock com toques de country, gravado durante a turnê de apoio a Harvest. Longe dos hits polidos, o disco traz oito faixas inéditas, cheias de intensidade emocional e guitarras distorcidas que ecoam a turbulência pessoal de Young.
Destaques: "Time Fades Away", com seu riff hipnótico e letras reflexivas; "Don't Be Denied", uma jornada autobiográfica poderosa; e "Last Dance", um fechamento caótico e épico. A banda The Stray GatorsBen Keith (steel guitar e vocais), Jack Nitzsche (piano), Tim Drummond (baixo) e Johnny Barbata (bateria) – entrega uma performance orgânica, com harmonias vocais únicas e um som sem overdubs, puro e imperfeito.
Curiosidade: Gravado em uma turnê desastrosa de 62 shows, onde Young lidava com o luto pela overdose fatal de Danny Whitten (ex-guitarrista demitido), e a banda se desintegrava no palco, resultando em um registro honesto e caótico.
Detalhe: Marca o início da "Trilogia do Fosso" (com On the Beach e Tonight's the Night), uma fase rebelde onde Young rejeitou o sucesso comercial, influenciando o grunge e o rock alternativo dos anos 90.